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15/05/12

A FÍSICA E O PRÍNCIO INTELIGENTE DO UNIVERSO

 

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A física, em seu aspecto teórico, ultimamente tem feito cogitações interessantíssimas. Uma delas, por exemplo, é a reavaliação dos conceitos vigentes de consciência, ou atividade cerebral.
Nas novas conceituações quânticas, a consciência não depende do cérebro, mas, ao contrário, é o cérebro que depende da consciência, o que já inverte o ponto de vista materialista (newtoniano), virando-o de cabeça para baixo.
De cara, isso faz com que a gente repense nossa mofada noção de realidade.
No esquema da árvore materialista os galhos, na verdade, são a raiz
Vai ficando obsoleta a maneira convencional de analisar a consciência, considerando-a como um resultado secundário (epifenômeno) da atividade cerebral.
Aquela história de que tudo começa com partículas produzindo átomos, átomos produzindo moléculas, moléculas produzindo neurônios, neurônios produzindo o cérebro e o cérebro produzindo consciência, tem transformado essa mesma consciência em um objeto — quando, na verdade, tudo é exatamente o contrário.
A consciência é a fonte organizadora e manipuladora dessas partículas.
O princípio inteligente do universo
Em 1857 as comunicações espíritas já haviam invertido a tese materialista quando revelavam a Allan Kardec que "o espírito é o princípio inteligente do universo".
Respondendo às questões do codificador, revelavam muito mais. Afirmavam que, embora a matéria seja o liame que escraviza o espírito, este exerce sua ação sobre ela, tornando-a seu instrumento de manifestação.
E aqui fica bem claro: a consciência, em si mesma, é independente em sua realidade transcendente, embora, para manifestar-se na realidade física, necessite dos elementos interativos correspondentes com essa realidade.
A Inteligência Suprema
Algumas mentes arrojadas da física quântica chegam a afirmar que o universo é autoconsciente. Afirmam que mesmo o mundo material é criado por nós momento a momento. E o universo inteiro é criado para que a consciência possa se ver na criação.
Ressaltam a importância da criatividade e do amor como forças unificadoras que nos levam de volta à unidade, uma vez que ora nos encontramos desunificados da realidade maior, fundamental e transcendente em função de nossos condicionamentos.
É o jeito que os cientistas estão achando para expressar e, sem querer, confirmar aquela excepcional definição dada pelos espíritos, a respeito do Criador, contida na primeira questão de O Livro dos Espíritos, quando estes proclamaram a Allan Kardec: "Deus é a Inteligência Suprema do Universo", a fonte geradora de todas as coisas.
"O universo é um todo de energias dinâmicas
expressando o pensamento do Criador"
Os espíritos têm afirmado que o meio sutil em que o universo se equilibra é algo que pode ser descrito como fluido ou energia cósmica, uma espécie de "hálito divino", uma força inabordável que sustenta e estrutura toda a criação. Dizem que esse fluido elementar seria a "base mantenedora de todas as associações da forma nos domínios inumeráveis do Cosmo, do qual conhecemos o elétron como sendo um dos corpúsculos-base, nas organizações e oscilações da matéria", o que nos leva a idear o universo como um "todo de forças dinâmicas, expressando o pensamento do Criador".
"Isso que chamais molécula está longe da molécula elementar", diziam os espíritos a Allan Kardec, em 1857.
O pensamento imensurável do Criador sustenta
e potencializa o pensamento mensurável da criatura
Assim, a física quântica, ao teorizar que o universo é autoconsciente, tenta focar nossa embotada atenção para o entendimento de que, nos fundamentos da criação vibra o pensamento imensurável da Unidade Primordial ou, como dizem os espíritos, da Inteligência Suprema.
É sobre esse plasma divino proveniente da Inteligência Suprema, segundo os espíritos, que o pensamento mensurável da criatura vibra, a constituir-se e afirmar-se no vasto oceano de força mental em que as potencialidades do espírito se manifestam.
Diante disso, nossos estreitos conceitos de "fora" e "dentro", de "maior" e "menor", "tangível" e "intangível", "micro" e "macro", "puro" e "impuro", "inferior" e "superior", "verdadeiro" e "falso" sobram-nos esparsos e ineficientes, apenas como meras metáforas para nossa vã tentativa de apreender a vastidão do poema cósmico, magistral e inspiradamente concebido pelo incomparável Poeta Celestial!
* * *
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O Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização. Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades.
Allan Kardec
1804-1869
in A GÊNESE, cap VI, item 19
Adolfo Guimarães
Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo, CEEPA
Mirassol – SP

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12/05/12

MÃE - ANJO NA TERRA

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Perto de Deus

Entre a alma, prestes a reencarnar na Terra, e o Mensageiro Divino travou-se expressivo diálogo:

– Anjo bom – disse ela –, já fiz numerosas romagens no mundo. Cansei-me de prazeres envenenados e posses inúteis... Se posso pedir algo, desejaria agora colocar-me em serviço, perto de Deus, embora deva achar-me entre os homens...

– Sabes efetivamente a que aspiras? que responsabilidade procuras? – replicou o interpelado. –Quando falham aqueles que servem à vida, perto de Deus, a obra da vida, em torno deles, é perturbada nos mais íntimos mecanismos.

– Por misericórdia, anjo amigo! Dar-me-ás instruções...

– Conseguirás aceitá-las?

– Assim espero, com o amparo do Senhor.

– O Céu, então, conceder-te-á o que solicitas.

– Posso informar-me quanto ao trabalho que me aguarda?

– Porque estarás mais perto de Deus, conquanto entre os homens, recolherás dos homens o tratamento que eles habitualmente dão a Deus...

– Como assim?

– Amarás com todas as fibras de teu espírito, mas ninguém conhecerá, nem te avaliará as reservas de ternura!... Viverás abençoando e servindo, qual se carregasses no próprio peito a suprema felicidade e o desespero supremo. Nunca te fartarás de dar e os que te cercarem jamais se fartarão de exigir...

– Que mais?

– Dar-te-ão no mundo um nome bendito, como se faz com o Pai Celestial; contudo, qual se faz igualmente até hoje na Terra com o Todo-Misericordioso, reclamar-se-á tudo de ti, sem que se te dê coisa alguma. Embora detendo o direito de fulgir à luz do primeiro lugar nas assembléias humanas, estarás na sombra do último... Nutrirás as criaturas queridas com a essência do próprio sangue; no entanto, serás apartada geralmente de todas elas, como se o mundo esmerasse em te apunhalar o coração.Muitas vezes, serás obrigada a sorrir, engolindo as próprias lágrimas, e conhecerás a verdade com a obrigação de respeitar a mentira... Conquanto venhas a residir no regozijo oculto da vizinhança de Deus, respirarás no fogo invisível do sofrimento!...

– Que mais?

– Adornarás as outras criaturas para que brilhem nos salões da beleza ou nos torneios da inteligência; entretanto, raras te guardarão na memória, quando erguidas ao fausto do poder ou ao delírio da fama. Produzirás o encanto da paz; todavia, quando os homens se inclinem à guerra, serás impotente para afastar-lhes o impulso homicida... Por isso mesmo, debalde chorarás quando se decidirem ao extermínio uns dos outros, de vez que te acharás perto do Todo-Sábio e, por enquanto, o Todo-Sábio é o Grande Anônimo entre os povos da Terra...

– Que mais?

– Todas as profissões no Planeta são honorificadas com salários correspondentes às tarefas executadas, mas o teu ofício, porque estejas em mais íntima associação com o Eterno e para que não comprometas a Obra da Divina Providência, não terá compensações amoedadas. Outros seareiros da Vinha Terrestre serão beneficiados com a determinação de horários especiais; contudo, já que o Supremo Pai serve dia e noite, não disporás de ocasiões para descanso certo, porquanto o amor te colocará em permanente vigília!... Não medirás sacrifícios para auxiliar, com absoluto esquecimento de ti; no entanto, verás teu carinho e abnegação apelidados, quase sempre, por fanatismo e loucura... Zelarás pelos outros, mas os outros muito dificilmente se lembrarão de zelar por ti... Farás o pão dos entes amados...Na maioria das circunstâncias, porém, serás a última pessoa a servir-se dos restos da mesa, e, quando o repouso felicite aqueles que te consumirem as horas, velarás, noite adentro, sozinha e esquecida, entre a prece e a aflição... Espiritualmente, viverás mais perto de Deus, e, em razão disso, terás por dever agir com o ilimitado amor com que Deus ama...

– Anjo bom – disse a Alma, em pranto de emoção e esperança –, que missão será essa?

O Emissário Divino endereçou-lhe profundo olhar e respondeu num gesto de bênção:

– Serás mãe!...

XAVIER, Francisco Cândido. Estante da vida. Pelo Espírito Irmão X. FEB. Capítulo 1

11/05/12

CORACAO DE MÃE

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Dizem que quando a Terra foi criada
Fazendo-se possuída
Pelos filhos da vida
Que vinham de outros mundos,
Tudo na estrada humana,
Cortando a imensidão dos campos infecundos
Era a dominação do ódio que se aferra
À dissenção, à morte, ao desespero e à guerra ...
Foi quando um mensageiro
Do Céu às criaturas,
Regressou às Alturas
E disse humildemente ao Grande Deus:
- Senhor! O que posso fazer dos homens sem amor?
Do cérebro mais tardo ao gênio mais precoce,
Tudo na Terra é luta em conquistas da posse.
Compadece-te oh! Pai! ... Veneno, flecha e clava
Formam no mundo inteiro a Humanidade escrava,
Da descrença, do mal, da impiedade e do crime,
Sem qualquer esperança a que se arrime.
Já não se agüenta ouvir os urros do mais forte
E o choro dos vencidos,
Pisados, massacrados e caídos
Nos sarcasmos da morte.
Que fazer, Grande Deus, nas trevas dessa luta,
Em que a luz se nos nega e ninguém nos escuta?
Revelou-se que o Pai de Infinita Bondade,
Pensou, por muito tempo, e disse, comovido:
- Aceito, filho meu, quanto me falas,
Entendo-te o pedido! ...
Volta ao mundo a servir na tarefa em que avanças,
Os que morrem no mal renascerão crianças,
A Terra evoluirá, - ponderou o Senhor -
Ninguém alterará minha obra de amor.
A fim de desarmar a violência e a cobiça,
Instalarei no mundo a força da Justiça
E para que haja amor exterminando o orgulho,
Sem pancada, sem grito, sem barulho,
Enviarei alguém,
Que ame os filhos meus, com o meu amor ao bem,
Na exaltação da paz, sem desprezo a ninguém.
Alguém que saiba amar, a servir e a sofrer,
Cultivando o perdão como simples dever.
Dizem que foi assim
Que a Terra começou a fazer-se jardim.
Ouviu-se verbo novo, alteraram-se imagens,
E conforme o Senhor mandou e prometeu,
Entre as rudes mulheres dos selvagens,
O Coração de Mãe apareceu.

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Maria Dolores.

10/05/12

O MUNDO ESPIRITUAL

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Os livros de André Luiz dão-nos informações detalhadas a respeito da vida nas três primeiras esferas espirituais. Segundo ele, estas faixas vibratórias são formadas de inúmeras cidadelas espirituais, umas maiores, outras menores, onde se reúnem Espíritos em condições evolutivas semelhantes.
As condições de sociabilidade das esferas mais purificadas nos são totalmente desconhecidas, no entanto, a vida nas regiões mais próximas da crosta desenvolvem-se de maneira semelhante:
a) Habitação: há semelhança com a que existe na Terra. No plano extra-físico vamos identificar casas, hospitais, escolas, templos, etc. Ernesto Bozzano em "A Crise da Morte" afirma que a paisagem astral se compõe de duas séries de objetivações do pensamento. A primeira é permanente e imutável, por ser objetivação do pensamento e da vontade de entidades espirituais muito elevadas, prepostas os governo das esferas espirituais. A outra é, ao contrário, transitória e muito mutável; seria a objetivação do pensamento de cada entidade desencarnada, criadora do seu próprio meio imediato.
Examinando o pensamento deste autor, podemos aceitar que as construções das colônias espirituais enquadram-se na primeira série, enquanto a paisagem das regiões umbralinas pertencem a segunda;
b) Vestuário: a apresentação externa dos Espíritos depende de sua força mental e de seu desejo, pois eles são capazes de modificarem a sua aparência por um processo denominado ideoplastia.
Nem todos os Espíritos, no entanto, têm condição evolutiva suficiente para plasmarem suas vestes perispirituais, donde a necessidade de roupas confeccionadas por especialistas na área. André Luiz em "Nosso Lar" mostra departamentos reservados a esta tarefa;
c) Alimentação: nem todos os Espíritos são capazes de retirar do Fluido Cósmico Universal a energia reparadora para as suas células, daí a necessidade dos Espíritos materializados, alimentarem-se de recursos energéticos mais consistentes. Por esse motivo, observam-se no mundo espiritual alimentos a base de sucos , sopas e frutas;
d) Sono e Repouso: quanto mais evoluído o Espírito, menos necessita de repouso, para reparar as suas energias. Espíritos inferiores dormem à semelhança do homem encarnado;
e) Transporte: os Espíritos superiores se locomovem através de um processo denominado volitação, onde transforma a sua energia latente em energia cinética, deslocando-se no espaço em altas velocidades. No entanto, Espíritos existem, que ainda não desenvolveram esta faculdade, daí a necessidade de veículos para transporte nas faixas espirituais mais próximas da Terra;
f) Linguagem: a linguagem oficial entre os Espíritos é a do pensamento. No entanto, muitas almas ainda involuídas, não conseguem se comunicar através do pensamento, donde a necessidade de palavra articulada. Assim sendo, vamos observar colônias onde se fala o português, o inglês, etc.;
g) Vida Social: a vida social nas colônias espirituais é intensa e tem como objetivo a preparação dos Espíritos para o seu retorno a Terra em nova roupagem física.
Estudam, trabalham, repousam e se divertem. Há relatos de casamento, festas e jogos, segundo hábitos e costumes da colônia. O Maria João de Deus em "Cartas de Uma Morta" afirma:
"Os saxões, os latinos, os árabes, os orientais, os africanos, formam aqui grandes falanges à parte, e em locais diferentes uns dos outros. Nos núcleos de suas atividades conservam os costumes que os caracterizavam e é profundamente interessante verificar como essas colônias diferem umas das outras."
Manoel Philomeno de Miranda em "Loucura e Obsessão" lembra-nos:
"Católicos, protestantes e outros religiosos após a morte, não se tornam espíritas ou conhecedores da realidade ultra-tumular; ao revés, dão curso aos seus credos, reunindo-se em grupos e igrejas afins."
Cabe-nos lembrar que nem todas as cidadelas espirituais têm uma orientação sadia, voltada para o bem e para o equilíbrio das criaturas. André Luiz em "Libertação" diz:
"Incapacitados de prosseguir, além do túmulo, a caminho do Céu que não souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se em vastas colônias de ódio e miséria moral, disputando entre si a dominação da Terra."
Mas lembra também o benfeitor que, a Misericórdia Divina não os desampara pois, são observados e assistidos por entidades luminosas;
h) Animais e Plantas: o solo do mundo espiritual, à semelhança do solo do planeta é coberto por uma infinidade de plantas, flores e hortaliças que são cultivadas, com muito esmero, por mãos bondosas.
Os animais, como regra geral, reencarnam quase imediatamente após a morte, no entanto, em certas ocasiões, eles podem vir a ser preparados por entidades especializadas para serem utilizados em tarefas específicas.
Muitas vezes, no entanto, as descrições da paisagem espiritual, quando falam de "formas animalescas", estão se referindo a Espíritos humanos em processo de deterioração de seus corpos espirituais (licantropia ou zoantropia), como também de "formas ideoplásticas", fruto do pensamento e da vontade de entidades viciosas do astral inferior.
Referências bibliográficas:
Coleção Nosso Lar (16 obras) - André Luiz, por Chico Xavier
Cartas de Uma Morta - Maria João de Deus, por Chico Xavier
Cidade no Além - Heigorina Cunha
Loucura e Obsessão - Manoel Philomeno de Miranda, por Divaldo Pereira Franco
Fonte:
CVDEE
Imagem net

08/05/12

A CORAGEM DA FÉ

 

Filhos, não vos esqueçais de que, sem vigilância, vós mesmos podereis vos transformar em instrumentos de perturbação espiritual uns para os outros.
Os espíritos obsessores, interessados em minar-vos a resistência moral, além de assediar-vos diretamente, assediam-vos indiretamente através daqueles que não supõem estar lhes servindo de intermediários para vos subtrair a paz.
A obsessão, quase sempre, é construída sobre o medo e sobre a falta de confiança que a sua vítima demonstra com referência à bondade de Deus, que não relega ninguém ao abandono.
Os vossos adversários invisíveis se esmeram na técnica de vos induzir ao desequilíbrio, chegando, inclusive, a vos suscitar idéias renitentes de doenças que vos atemorizam e vos implantando na mente pensamentos nocivos que passais a acalentar diuturnamente.
Inspirando pessoas que convivem convosco, algumas mais íntimas, outras não, colocam-lhes palavras-chaves nos lábios -, palavras que se lhes transformam em pontos de sintonia mental, para a perseguição sem trégua com que os vossos desafetos do pretérito pretendem vos levar à loucura ou a atitudes de extremo desespero.
Quando vos observeis padecendo o assédio sem pausa de idéias que repercutam negativamente no vosso organismo físico, constrangendo-vos à insônia e à inapetência, à irritabilidade e à apatia, considerai a hipótese de obsessão por causa determinante do, processo que se instala.
Procurai no trabalho o vosso refúgio e não cedais espaço mental para as sugestões infelizes que tendem a vos ocupar o espaço íntimo.
Filhos, orai com redobrado fervor e não vos afasteis da serenidade, mas esforçai-vos para não perderdes o autodomínio.
Atentai para as palavras de ânimo e de coragem que, por outro lado, ouvirdes da boca daqueles que o Senhor inspira a fim de vos fortalecer na caminhada.
Não ignoreis os instrumentos do Bem que, no corpo e fora dele, permanecem lutando convosco para que alcanceis definitiva vitória sobre os vossos próprios desajustes.

Bezerra de Menezes - texto - internet

http://espiritismoeboanova.blogspot.de

imagem - alexpeco.blogspot.com

06/05/12

DIVALDO PEREIRA FRANCO - UMA VIDA SEMEANDO ESTRELAS PELO MUNDO

Tempo sem tempo de Divaldo Franco

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O dia 05 de maio de 2012, amanhece.

Na Mansão do Caminho, na cidade de Salvador, o sol vence as sombras da madrugada e, lentamente, preenche todos os espaços, com o seu brilho habitual. Divaldo Franco, no silêncio de seu gabinete de trabalho, reflete. Mal amanheceu e ele está desperto, após uma noite quase insone. Desde a véspera que as lembranças assomaram à sua mente. Afinal está completando 85 anos de sua atual reencarnação, e mais que nunca, quase por um automatismo, vê diante de si, na tela mental, cenas e mais cenas de sua vida, como num caleidoscópio , cujo início o traz de volta ao lar paterno. E aqui estou eu, que escrevo este artigo, criando, na minha imaginação, o amanhecer dessa data tão especial para todos nós, o aniversário de uma pessoa tão querida e amada pelos amigos que granjeou, em muito mais do que nos 65 países que percorreu, levando a sua palavra plena de paz, de sabedoria e de amor, pregando o evangelho do Cristo e a Doutrina dos Espíritos.

Ali está o baiano Divaldo Pereira Franco, enquanto as cenas se desenrolam em sua mente. É uma viagem notável, iniciada na infância, quando a mediunidade despontou em sua vida atual. As dificuldades que se foram somando, em meio às vivências familiares, culminando com a desencarnação de sua irmã Nair e de outras dolorosas provações que os pais, D. Ana e Francisco Franco, enfrentaram com fé em Deus e a certeza de sua misericórdia. Em meio às ocorrências familiares, o menino Divaldo ia experimentando os primeiros indícios da mediunidade. Um salto no tempo e eis Divaldo, já adulto, tendo sido orientado quando ainda no aconchego familiar, por pessoas que o conduziram pelos caminhos da sua iniciação ao Espiritismo e à prática equilibrada da mediunidade. Ele se vê no trabalho profissional, às voltas com a dupla vista, que lhe sendo tão natural é algo estranho para os demais. Um desfile de amigos especiais, companheiros das primeiras horas que ali estão, e ao revê-los, no painel da mente, um sentimento de saudade o envolve, convocados que foram, à época, para colaborar no processo de construção da obra missionária de Divaldo. Neste momento preciso, chega também, Nilson de Souza Pereira, o amigo das eras longínquas, pelas mãos da própria Joanna de Ângelis.

Em suas reminiscências Divaldo retorna à emoção vivida no dia 05 de dezembro de 1945, quando a mentora Joanna de Ângelis, que, anteriormente, ele não identificara, se apresenta, e por primeira vez, ele a vê, conscientemente, em sua beleza radiosa , ela que o acompanha e orienta desde os tempos imemoriais, tanto quanto a imensa família espiritual que ela vem agregando através das eras. Em breve, fundam o Centro Espírita Caminho da Redenção, no dia 07 de setembro de 1947. Meses antes o jovem baiano, então com 20 anos, inicia a sua trajetória como orador. São 65 anos transcorridos, que perpassam vivos em sua memória, quando hesitante e inseguro, diante de um público que aguardava o seu pronunciamento, ouviu uma voz a lhe dizer: – “Fala! Falaremos por ti e contigo! Era o dia 27 de março de 1947, na cidade de Aracaju (SE) e ali estava o espírito Humberto de Campos, convidando-o a iniciar a sua missão de pregar o Espiritismo e o Evangelho de Jesus. Ele se levantou e falou! E nunca mais parou.

Muitas vezes, nestes 55 anos de nosso abençoado convívio, ouvi Divaldo mencionar que, acima de tudo, queria falar de Jesus para as pessoas. Estava traçado, portanto, o mapa-mundi das palestras de Divaldo, que já pregou em 65 países nos cinco continentes.

Ele revê os detalhes de todas as programações, sempre antecipadamente preparadas, sob a égide de Joanna de Ângelis, que convida, inclusive, os Espíritos protetores de cada país, ensejando um tempo para que transmitam mensagens, que Divaldo psicografa nos hotéis ou lares onde se hospeda, nos intervalos dos compromissos e atividades. Porque a missão transcende o plano físico e adentra o espaço espiritual de cada país. De repente, no rio das recordações, surge a Mansão do Caminho, e Divaldo sente, como outrora, a emoção do instante em que teve a visão extraordinária da obra, que seria um marco em sua vida. Ali estava ele, na vidência psíquica, idoso, cercado de crianças, vivendo por antecipação o trabalho que deveria realizar, numa projeção mental realmente notável, que Joanna de Ângelis lhe proporcionou. Pouco tempo depois da visão, atendendo ao chamado, surge a Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, na cidade de Salvador. O calendário assinala o dia 15 de agosto de 1952.

As cenas mentais que o fio da memória rebobinava, começam agora a se sobrepor e se misturam: viagens, países, livros psicografados, pessoas, público, auditórios superlotados; milhares de crianças na Mansão, que estudam, que crescem, crianças que nascem na Mansão e cujo primeiro choro é música celestial; trabalhos dia e noite, reuniões mediúnicas, entrevistas, passes em enfermos, estudos contínuos, amigos, muitos amigos, multidão de amigos, conversas em várias línguas nas ruas do mundo, enquanto passa, qual cometa luminoso e itinerante; milhares de pessoas, milhões de pessoas, livros e livros, compromissos, Espíritos que desfilam através de sua mediunidade, dores que sua palavra aliviou, curas espirituais; Espíritos nobres que o cercam, movimento espírita, Dr. Bezerra de Menezes, Manoel Philomeno de Miranda, Amélia Rodrigues – Joanna de Ângelis! E muito mais. Divaldo se enternece. Olha através da janela os jardins floridos, o recanto de Joanna com suas frondosas árvores, as salas de aula, o ginásio de esportes, o ambulatório, onde médicos, dentistas e enfermeiros atendem ao bairro, a padaria, a creche.

A Manjedoura, o lar das idosas, a gráfica, as construções que foram surgindo, o Centro Espírita Caminho da Redenção, onde Nilson assinalou o pórtico com o símbolo que relembra as mãos em oração, a lanchonete, a livraria, a enorme cozinha e todas as suas dependências, o lindo refeitório onde se reúnem os trabalhadores, as centenas de voluntários, o memorial, a campanha Auta de Souza, salas e mais salas para a administração desse imenso complexo que alguém denominou ( e realmente é) de A Mansão do Amor e, por fim, e por enquanto, a Casa de Parto!... Pelas alamedas floridas, pelas ruas da Mansão paira a certeza de que é possível criar aqui na Terra um recanto de paz e fraternidade, no qual o pensamento de Jesus e sua mensagem de amor estejam sendo vividos ali, a cada dia. Parabéns, Divaldo Franco! Você faz aniversário mas quem recebe os presentes somos nós. Você vem e entrega a cada um o mimo especial da sua presença, da sua palavra plena de sabedoria e amor, sempre amiga e afetuosa e dessa alegria irradiante que a todos contagia. Quando você se despede e se vai para cumprir outros compromissos, o seu psiquismo perdura, numa vibração superior, deixando em todos a sensação de um novo tempo, que começa agora. No tempo sem tempo, Divaldo caminha, semeando estrelas, que brilham, que cintilam no seu rastro.                     Suely Caldas Schubert

DIVALDO PEREIRA FRANCO-UMA VIDA SEMEANDO ESTRELAS PELO MUNDO

“A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. (...) Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. “ (O Espírito de Verdade -Havre, 1863.)1

Em 05 de maio de 1927, uma quinta-feira de outono, ressurgia no cenário planetário um Espírito que trazia em si a marca do Cristo. Uma estrela que descia do firmamento para fazer brilhar novamente na Terra a luz do Evangelho de Jesus, que deveria ser espalhada por todos os quadrantes, nas lições do Consolador. Seu nome: Divaldo Pereira Franco.

Natural da cidade de Feira-de-Santana, Estado da Bahia, experimentou desde a primeira infância as provações mais difíceis, que já lhe indicavam o caminho a seguir para o resto de sua existência física.

Nascido em família de escassos recursos materiais, aprendeu a viver com o necessário.

Recebeu no seio familiar os valores mais altos de dignidade humana.

Cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário, em 1943. Trabalhou como escriturário no antigo IPASE, em Salvador, aposentando-se em 1980.

Ainda na infância, sua mediunidade eclodiu, permitindo-lhe conviver naturalmente com os seres dos dois planos da vida, físico e espiritual.

Mas seu verdadeiro compromisso era com o Consolador prometido por Jesus e, por isso, foi conduzido pelos desígnios divinos ao encontro com a Terceira Revelação, a Doutrina Espírita; a partir de então, inicia a sua árdua preparação para a tarefa que lhe estava reservada.

Em 27 de março de 1947, Divaldo iniciava oficialmente o seu ministério junto à Doutrina dos Espíritos, quando realizou a sua primeira conferência espírita, na União Espírita Sergipana.

Logo, tornou-se um dos maiores oradores e médiuns espíritas de todo o mundo.

“ ‘Divaldo tem uma estrela na boca’, disse um dia Chico Xavier.”; ele é o “semeador de estrelas”, assim escreveria Suely Caldas Schubert, biógrafa do médium baiano.2

Doutra feita, afirmaria também Francisco Cândido Xavier: “Divaldo é o trator de Jesus.”

Com efeito, a longa trajetória desse humilde e abnegado servo do Senhor tem sido marcada por testemunhos constantes e quase sempre dolorosos.

Seu heroísmo está patente em sua conduta ilibada de verdadeiro espírita-cristão.

Seus exemplos dizem de sua grandeza moral e espiritual.

Jamais se queixou de nada, nem das privações materiais sofridas, nem tampouco dos cravos das provações morais que lhe foram fincados na alma, mantendo-se sempre submisso à vontade de Deus.

Mesmo quando perseguido, combatido e caluniado, sempre preferiu o silêncio pacificador.

Esse homem incomum não conhece o descanso. As suas horas, os seus minutos, são rigorosamente dedicados à causa do bem.

Dedica-se, incansavelmente, ao atendimento das criaturas em sofrimento, que padecem de necessidades de ordem material, moral e espiritual.

Em 07 de setembro de 1947, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção.

Ao lado de Nilson de Souza Pereira, fundou em 1952, em Salvador/BA, a Mansão do Caminho, obra social das mais importantes no Brasil, que assiste, diariamente, a cerca de 3200 crianças e jovens, além de adultos e idosos, provendo-lhes do atendimento às necessidades materiais , mas também do “pão” intelectual e espiritual.

Por sua mediunidade diamantina, já surgiram mais de 250 livros, de autoria de Espíritos diversos, muitos dos quais já traduzidos para vários idiomas.

Como conferencista espírita, visitou mais de 2000 cidades brasileiras e 65 países, em todos os continentes, tendo já proferido mais de 13 mil palestras.

Divaldo recebeu, ao longo de sua vida espírita, muitas homenagens, comendas, medalhas, títulos honoríficos, diplomas, destacando-se:

• 1991 - Título Honoris Causa em Humanidades, pelo Colégio Internacional de Ciências Espirituais e Psíquicas, em Montreal, Canadá em 23.05.1991.

• 1997 - Decreto de Ordem do Mérito Militar, 31.03.1997, pelo Presidente da República do Brasil.

• 2001 - Medalha Chico Xavier, do Governo do Estado de Minas Gerais.

• 2002 - Título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, pela Universidade Federal da Bahia.

• 2002 - Homenagem da Universidade Estadual de Feira de Santana.

• 2005 - Título de Embaixador da Paz no Mundo, junto com o amigo Nilson de Souza Pereira, título recebido em Genebra, na Suíça, em 30 de dezembro de 2005, pela Ambassade Universalle Pour la Paix.

  • 2008 - Em junho, em Paigton, no Sudoeste da Inglaterra, recebeu do monge tibetano Kelsang Pawo, da Fundação Kelsang Pawo, que se dedica a proteção de crianças em perigo em todo o mundo, o título de Embaixador da Bondade no mundo.

Todas as homenagens recebidas pelo gigantesco trabalho realizado em prol da Humanidade, Divaldo sempre as transferiu ao Espiritismo e, especialmente, a Jesus, seu mestre, modelo e guia, a quem tanto ama e a quem tem devotado toda a sua existência.

Sempre dócil às orientações de sua mentora espiritual Joanna de Ângelis, Divaldo Pereira Franco tornou-se verdadeiro êmulo de Jesus, seguindo-Lhe as pegadas firmemente, com disciplina e estoicismo, renúncia e humildade, cantando as bem-aventuranças por onde passa e entoando um hino de louvor a Deus.

Por isso, ao celebrarmos os 85 anos de existência de nosso querido Divaldo, recordamos o “Cântico das Criaturas”, de Francisco de Assis:

“Louvado sejas, meu Senhor, por aqueles que perdoam por teu amor e suportam enfermidades e tribulações. Bem-aventurados aqueles que suportam em paz, pois, por ti, Altíssimo, serão coroados”.

Rendamos graças e louvores a Deus que nos enviou essa estrela que, qual farol iluminando as trevas, indica-nos o rumo para que também , de nossa parte, alcancemos a plenitude da vida.

Feliz Aniversário, querido Divaldo!

Fontes:

  1. Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 6, item 8, p. 161, 120ª ed.,RJ, FEB.
  2. Schubert, Suely Caldas. O Semeador de Estrelas. 1989, Salvador, LEAL

04/05/12

ANJOS GUARDIÃES / ESPÍRITO PROTETOR

mentor

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.

Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

*

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.                                                                                 Joanna de Ângelis - Da obra: Momentos Enriquecedores

ESPÍRITO PROTETOR

P: - É ponto pacífico em todas as religiões, que todo indivíduo tem um espírito protetor ou "anjo da guarda" que o acompanha durante toda a vida. Esse espírito fica sempre junto do seu protegido ou sua atuação se faz à distância?

R: - Esse Anjo da Guarda estará sempre junto ao seu protegido, sem que esse "estar junto" seja entendido física ou geograficamente. Mesmo que se encontre à distância do protegido o Anjo Guardião estará "perto", desde que o seu tutelado se mantenha psiquicamente a ele vinculado. Isso nos permite dizer que a atuação do Guardião pode fazer-se estando próxima ou distante, fisicamente, do seu protegido.

P: - A chamada "Voz da Consciência" é a voz desse espírito protetor?

R: - A voz da consciência, geralmente, se refere à presença das leis divinas em nossa intimidade, agindo na condição do implacável juiz que nos aplaude quando acertamos e que nos admoesta quando erramos. Entretanto, em muitas ocasiões, a inspiração superior dos nossos Guardiões pode-se apresentar como verdadeira voz da consciência, principalmente quando nos vem advertir quanto a situações comprometedoras ou, ainda, quando nos sugere realizações importantes para a nossa jornada de evolução.

P: - Ele tem recursos para evitar ou provocar acidentes ou enfermidades, com o objetivo de proteger seu pupilo de um mal maior?

R: - Quanto mais evoluídos são os Espíritos, de mais recursos dispõem para conduzir os seus tutelados para uma ou outra situação, sempre atentos às necessidades e aos méritos dos seus pupilos, principalmente quando essas necessidades e esses méritos tenham o poder de interferir positivamente no processo evolucional dos indivíduos.

P: - Quais são os recursos que ele adota para desviar seu protegido dos vícios, das paixões e demais prejuízos espirituais?

R: - Pode ele inspirar, mobilizar situações sociais em torno dos seus tutelados. Pode lançar mão de fluidos diversos, de energias variadas, que tenham a possibilidade de agir nas células, nos órgãos, no psiquismo. Entretanto todas essas providências estão sempre associadas à "lei do mérito”.

P: - Esgotados esses recursos ele se afasta deixando o pupilo entregue a sua própria sorte?

R: - Consciente como é de que não deverá impor ao seu tutelado, aquilo que este não queira, entrega-o ao próprio livre arbítrio, quando, então, se vinculará às faixas vibratórias que deseje, até o momento do arrependimento e do "retorno" aos bons climas espirituais:

José Raul Teixeira-